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Meu Pai Dá Não Vende

"MEU PAI DÁ; NÃO VENDE"
Uma pobre mulher jazia em seu leito de morte prestes a render a
alma ao Criador. Uma sede abrasadora secava-lhe a língua, e ansiava por
um pouco de água fresca. À beira do leito sua filha, mocinha de seus
quatorze anos velava. Ela teve este pensamento: "Vejo lindíssimas uvas,
sempre que passo pelo palácio real. Vou ver se me vendem um cacho,
que não pode ser muito caro. Oh! se pudesse ao menos conseguir um
cacho para minha mãe!" Em direção, pois, do palácio correu, e à entrada
a sentinela perguntou com voz áspera, o que pretendia ali.
"Quero falar com o rei", explicou a mocinha. "É impossível! não
pode!" "Mas minha mãe está morrendo! tenha dó da gente!" "Estranho
nenhum tem licença de passar por aqui." Partiu-se o coração da moça, e
as lágrimas irromperam de seus olhos.
Nesse momento chegou ali o príncipe, filho do rei, que, enternecido
com o pranto dela, indagou da sentinela o que havia. Virando-se então
para ela perguntou: "Menina, o que é que quer com o rei?" "Ah, meu
senhor, minha mãe está à beira da morte, e eu queria comprar para ela
um cacho de uvas, porque está abrasada por uma sede horrível."
Ordenando que o acompanhasse, levou-a a uma das parreiras, e,
cortando com a própria mão um dos cachos mais belos, entregou-lho
dizendo: "Meu pai dá; não vende."



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