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O Assombro do Escravo

O ASSOMBRO DO ESCRAVO
Um negociante viajava num navio turco pelo Mediterrâneo. Um
escravo muçulmano que se achava a bordo atraiu sua atenção. Procurou
palestrar com ele, descobrindo logo que era esperto e inteligente. Ao
saber das circunstâncias de sua vida, soube que era livre de nascimento,
mas que caindo prisioneiro de guerra, fora reduzido à escravidão. O
negociante penalizou-se muito com a triste condição do pobre cativo.
Quanto mais reparava nele, mais se interessava por ele, mais simpatizava
com ele. Por fim, começou a nutrir o idéia de remi-lo da escravidão.
Indagando cautelosamente a respeito da quantia necessária, logo viu que
a mesma excedia muito todos os lucros que esperava tirar daquela
viagem. A idéia, contudo, não o abandonava.
Por fim fez uma oferta, que foi aceita. Ora, aconteceu que o escravo
percebeu o negócio, não sabendo o propósito do negociante, supondo,
que ia passar de senhor para senhor como qualquer peça de fazenda.
Saltou à frente e gritou: "Então o senhor que aparentava ser tão bondoso
e compadecido, não passa, afinal, de um vil comprador de escravos?!
Porventura não terei eu tanto direito à liberdade como o senhor mesmo?
Continuou numa torrente de invectivas enraivecidas, quando o
negociante pôs ternamente o olhar sobre ele e lhe disse: "Sim, eu
comprei a você, mas para lhe dar a liberdade." No mesmo instante
acalmou-se a tempestade de indignação. Debulhou-se em lágrimas, e,
caindo aos pés de seu libertador, bradou: "O senhor libertou-me o
corpo mas cativou-me o coração. Sou seu escravo para sempre!"

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