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Evangelismo ou evangelização?

EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO

Evangelismo ou evangelização? Neste tópico, veremos que ambos os termos são igualmente corretos, pois a evangelização depende do evangelismo. Se este é a teoria, aquela é a prática.

  1. Evangelismo. É a doutrina cujo objetivo é fundamentar biblicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamentos (Gn 12.1,2; Is 11.9; Mt 28.19,20; At 1.8).
    O evangelismo fornece também as bases metodológicas, a fim de que os evangelizadores cumpram eficazmente a sua tarefa (2Tm 2.15).
  2. Evangelização. É a prática efetiva da proclamação do Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra, levando-nos a cumprir plenamente o mandato que Jesus nos delegou (At 1.8).
    A evangelização não é um trabalho opcional da Igreja, mas uma obrigação de cada seguidor de Cristo (1Co 9.16).
Jesus veio à terra para ser tanto a mensagem como o mensageiro.      
A história do evangelismo começou com o nascimento de Jesus, como está descrito nos evangelhos. A encarnação demonstrou o coração evangelístico de Deus. Ele veio à terra para ser tanto a mensagem como o mensageiro. O anjo que apareceu a Maria ordenou-lhe que desse ao recém nascido o nome de Jesus, “porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1:21). Este artigo descreve como Deus preparou o mundo para receber Cristo, quando Ele nasceu em Belém, cerca do ano 4
A.C.; bem como algumas metodologias de evangelismo usadas por Jesus e uma sugestão de como implementar a comissão de Jesus.

Jesus e o Preparo para o Evangelismo
Gálatas 4:4 diz que “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” Três diferentes nacionalidades desempenharam um papel importante na preparação do mundo para o nascimento de Jesus: os gregos, os romanos e os judeus:

1. Os gregos prepararam o mundo mediterrâneo através da difusão de sua língua e cultura. Quando os exércitos de Alexandre o Grande invadiram o Oriente Médio, nos anos 334-323 a.C, Alexandre não apenas cumpriu seus sonhos de conquista, mas seu desejo de ensinar a cultura e língua grega aos povos daquela região. Os gregos também transmitiram ao mundo mediterrâneo o interesse pela sabedoria e o aprendizado. Filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles exemplificaram o amor pela verdade e a importância de buscá-la. Essa abertura a novas idéias foi útil aos evangelistas da Igreja Primitiva.[1]

2. Os romanos prepararam o mundo para o nascimento de Jesus através do estabelecimento da paz em toda região do mediterrâneo. A pax romana (“paz de Roma”) não apenas providenciou uma atmosfera de segurança e ordem para que a Igreja Cristã pudesse se desenvolver, mas tornou as viagens mais seguras para os missionários e evangelistas.[2]

3. Os judeus prepararam o mundo de várias maneiras. Primeiro, eles estabeleceram sinagogas em quase todas as grandes cidades do Mediterrâneo. Essas sinagogas se tornaram centros de ensino que beneficiavam não apenas os judeus da comunidade, mas também atraíam a atenção dos gentios. Segundo, os judeus prepararam o mundo pela disseminação do Velho Testamento na região. Quando o V.T. foi traduzido para o grego, os judeus proclamaram sua crença em um único Deus (monoteísmo) e na vinda do Salvador (o Messias) que estabeleceria o reino de Deus na terra.[3]



II. POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR

Podemos apresentar pelo menos quatro razões que nos levarão a falar de Cristo a tempo e fora de tempo. A partir daí, não descansaremos as mãos até que o mundo todo seja semeado com a Palavra de Deus (Ec 11.6).
  1. É um mandamento de Jesus. Temos de evangelizar porque, acima de tudo, é uma ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19,20; Mc 16.15; Lc 24.46,47; At 1.8). Logo, não há o que se discutir: evangelizar não é uma obrigação apenas do pastor e dos obreiros; é um dever de todo aquele que se diz discípulo do Nazareno.
    Aquele que ama a Cristo não pode deixar de falar do que tem visto e ouvido. Assim agiam os crentes da Igreja Primitiva. Não obstante a oposição dos poderes religioso e secular, os primeiros discípulos evangelizavam com ousadia e determinação (At 4.20).
  2. É a maior expressão de amor da Igreja. A Igreja Primitiva, amando intensamente a Cristo, evangelizava sem cessar, pois também amava as almas perdidas (At 2.42-46). O amor daqueles crentes não se perdia em teorias, mas era efetivo e prático; sua postura era mais do que suficiente para levar milhares de homens, mulheres e crianças aos pés do Salvador. A igreja em Tessalônica também se fez notória por sua paixão evangelística (1Ts 1.8).
    Enfrentamos hoje uma crise econômica, moral e política muito séria, porém precisamos continuar evangelizando os de perto e os de longe.
  3. O mundo jaz no maligno. Implementemos a evangelização, pois muitos são os que caminham a passos largos para o inferno (1Jo 5.19). Diante dessa multidão, não podemos ficar indiferentes. Uns acham-se aprisionados pelas drogas. Outros, pela devassidão e pela violência. E outros, ainda, por falsas religiões. Precisamos evangelizar esses cativos. Somente Jesus Cristo pode libertar os oprimidos das cadeias espirituais (Jd vv.22,23).
  4. Porque Jesus em breve virá. Finalmente, empreguemos todos os nossos esforços na evangelização, porque o Senhor Jesus não tarda a voltar. Sua advertência é grave e urgente: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4). Sim, Jesus em breve virá. O que temos feito em prol da evangelização? Não podemos comparecer de mãos vazias perante o Senhor da Seara.
III. COMO EVANGELIZAR

A missão de pregar a todos, em todos os lugares e em todo tempo, inclui a evangelização pessoal, coletiva, nacional e transcultural. Neste tópico, destaquemos o exemplo de Cristo, o evangelista por
excelência.
  1. Evangelização pessoal. Em vários momentos de seu ministério, o Senhor Jesus consagrou-se à evangelização pessoal. Na calada da noite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (Jo 3.1-16). E, no ardor do dia, mostrou à mulher samaritana a eficácia da água da vida (Jo 4.1-24).

  2. Neste momento, há alguém, bem pertinho de você que precisa ouvir falar de Cristo. Não perca a oportunidade e evangelize, pois quem ganha almas sábio é (Pv 11.30).
  3. Evangelização coletiva. Cristo dedicou-se também ao evangelismo coletivo. Ele aproveitava ajuntamentos e concentrações, a fim de expor o Evangelho do Reino. As multidões também precisam ser alcançadas com a pregação do Evangelho, para que todos ouçam a mensagem da cruz. Voltar à prática do evangelismo em massa é uma necessidade urgente.
  4. Evangelismo nacional. Em seu ministério terreno, Jesus era um judeu inserido na sociedade judaica, falando-lhes em sua própria língua. Sua identificação com a cultura israelita era perfeita (Jo 4.9). Ele não podia esconder sua identidade hebreia (Lc 9.53). Cristo viveu como judeu e, como judeu, morreu (Mt 27.37). Nessa condição, anunciou o Evangelho do Reino às ovelhas perdidas da Casa de Israel.

  5. Evangelismo transcultural. Embora sua missão imediata fosse redimir as ovelhas da Casa de Jacó (Mt 15.24), Jesus não deixou de evangelizar pessoas de outras culturas e nacionalidades. Atendeu a mulher siro-fenícia (Mc 7.26). Socorreu o servo do centurião romano (Mt 8.5-11). E não foram poucos os seus contatos com os samaritanos (Lc 17.16; Jo 4.9).
    É chegado o momento de olharmos além de nossas fronteiras, ouvindo o gemido das nações, tribos e povos não alcançados.

CONCLUSÃO


Evangelizar é a missão de todo crente. Quer obreiro, quer leigo, ganhar almas é o seu dever. Na crise atual, muitos são os que, desesperados, buscam um salvador. Mas apenas a Igreja de Cristo pode mostrar o caminho da salvação. É hora de evangelizar e de fazer missões. Arranquemos as almas perdidas das garras de Satanás.



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