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O batismo é um ato de f é

O batismo é um ato de f é e um testemunho poderoso
da união do crente com Cristo.

O batismo é, portanto, uma proclamação poderosa da verdade do que Cristo
fez; é uma "palavra em forma de água", testificando da participação do crente na
morte e ressurreição de Cristo. É mais um símbolo que um mero sinal, pois é um
quadro vivo da verdade que transmite. Não há relação inerente entre um sinal e o
que ele representa. É apenas por convenção, por exemplo, que o sinal verde nos
manda seguir, em vez de parar. Em contraste com isso, o sinal de cruzamento com
uma ferrovia é mais que um sinal, pois contém um desenho tosco do que pretende
indicar, o cruzamento de uma estrada com um trilho ferroviário. O batismo é um
símbolo, não um simples sinal, pois de fato retrata a morte e a ressurreição do
crente com Cristo.

   
Os receptores do batismo
Quem são os receptores dignos do batismo? A questão aqui é se devemos nos
apegar ao batismo de crianças ou ao batismo de crentes (i.e., a posição de que o
batismo deve ser restrito aos que confessaram crer na obra expiatória de Cristo).
Note que nossa dicotomia não é entre batismo de crianças e batismo de adultos,
pois os que rejeitam o batismo de crianças estipulam que os candidatos ao batismo
devem de fato exercer fé. Sustentamos que a posição correta é a do batismo de
crentes. Notamos que a base do batismo de crianças repousa ou na idéia de que o
batismo transmite a graça salvadora ou na idéia de que o batismo, como a
circuncisão no Antigo Testamento, é um sinal e selo da entrada na aliança. Uma vez
que ambas as idéias foram consideradas inadequadas, precisamos concluir que o
batismo de crianças é insustentável. O significado do batismo exige que sustentemos
a posição do batismo de crentes.

Os modos do batismo Não é possível resolver a questão do modo adequado de batismo tomando por
base os dados lingüísticos. Devemos notar, porém, que o significado predominante
da palavra grega baptizõ é "mergulhar ou imergir na água".15 Mesmo Martinho
Lutero e João Calvino reconhecem que imersão é o significado básico do termo

As Ordenanças da Igreja: o Batismo e a Ceia do Senhor
que essa era a forma original do batismo praticado pela igreja primitiva.20 Há
algumas considerações que sustentam a idéia de que a imersão era o procedimento
bíblico. João batizava em Enom "porque havia ali muitas águas" (Jo 3.23). Quando
batizado por João, Jesus "saiu da água" (Mc 1.10). Ao ouvir as boas novas, o
eunuco etíope disse a Filipe: "Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?" (At
8.36). Então os dois desceram até a água, Filipe o batizou e ambos saíram da água
(v. 38,39).

   


Há pouca dúvida de que o procedimento seguido nos tempos do Novo
Testamento era a imersão. Mas isso significa que precisamos praticar a imersão hoje?
Ou há outras possibilidades? As pessoas para quem o método não parece crucial
sustentam que não há ligação essencial entre o significado do batismo e a maneira
pela qual é ministrado. Mas se, como afirmamos em nossa discussão do significado,
o batismo é de fato um símbolo, e não um mero sinal arbitrário, não temos
liberdade de mudar o modo.

Em Romanos 6.3-5 Paulo parece estar salientando que existe uma ligação significativa entre o modo de ministrar o batismo (imergir a pessoa na água e
depois trazê-la para fora) e aquilo que o ato simboliza (morte para o pecado e vida
nova em Cristo —e, além disso, o batismo simboliza o fundamento pelo qual o
crente morre para o pecado e recebe nova vida: a morte, o sepultamento e a
ressurreição de Cristo). Tendo em mente essas considerações, o imersionismo
parece a mais adequada das várias posições. Embora talvez não seja a única forma
válida de batismo, é a forma que preserva e completa mais plenamente o
significado do batismo. Qualquer que seja o método adotado, o batismo não é um assunto a ser tratado com leviandade. E de grande importância, pois é tanto um sinal da união do crente
com Cristo quanto, como uma confissão dessa união, um ato complementar de fé
que serve para cimentar com maior firmeza esse relacionamento.

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